O Blog da Comunidade Gay Brasileira...

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Com notícias do universo LGBT - Lésbica, Gay, Bissexual, Travesti e Transgênero... E Variedades em todas as áreas do conhecimento... Ah! Simpatizantes também são bem vindos à causa...

Bom dia a todos os militantes pelos direitos humanos e principalmente militantes contra a "Homolesbotransfobia", os que militam no mundo real e os que militam no mundo virtual já que os dois mundos se complementam.
Já acordei e Super disposto pra luta então quem estava de plantão pode ir dormir que eu já estou BEM ACORDADO por nós todos.
Que a força na qual vocês acreditam lhes ilumine e proteja no sono sagrado dos guerreiros e guerreiras da justiça, amor, paz e igualdade e esteja convosco no despertar.
Com vocês sou forte para mudar o mundo, sem vocês sou apenas um eco no vazio batendo na montanha e voltando.

Luta pela igualdade social... Direito de todos.
Lute duramente pelos seus direitos
apenas não se entregue!
Lute duramente pela sua vida
vá! Você deve chegar lá...

luta, luta, então mais luta
apenas, apenas nunca, nunca desista!
Através da mente...
voando...
cultivando sabedoria e serenidade
para perceber o quão pequeno nós somos
na frente desse grande poder
nem orgulho, nem ego pode prevalecer
Agora...
ninguém pode viver a minha vida
o que importa é o que eu faço
define quem eu sou!
Oh, agora eu tenho que me sentir vivo
seja lá o que os meus medos possam dizer
se eu desistir não será eu! A igualdade sempre!

* * * BLOG BABY NIGHT FOREVER 2013 * * *

Blogue adulto!

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Bom Dia!

Good Morning LGBT News Fans! Have a lovely day!

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Diga não ao preconceito!

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Ser Diferente é Normal... Preconceito é opinião sem conhecimento... "O preconceito é o filho da ignorância"(Willian Hazlitt)... "Nunca é tarde para abrirmos mão de nossos preconceitos"(Voltaire)... "Época triste é a nossa em que que mais difícil quebrar um preconceito do que um átomo"(Einstein)... Lady Gaga canta que "God makes no mistakes/ I was born this way"(Deus não comete erros/eu nasci desse jeito)...Qualquer forma de preconceito, mesmo contra as bichinhas pão com ovo, ainda é preconceito. Viva e deixe viver. É isto ai!...

"Eu não me importo se você é negro, branco, hétero, bissexual, gay, ateu, cristão, rico ou pobre. Se você for gentil comigo, eu serei gentil com você."

Para quem não conhece esse é o:

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Inciso IV do art. 3° da Constituição Federal do Brasil diz, em sua íntegra: "promover o bem de todos, sem preconceito de origem, raça, sexo, cor, idade e quaisquer outras formas de discriminação”.

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terça-feira, 5 de março de 2013

ENQUANTO ISSO NO BRASIL ! ! !

Ela é medica e não enfermeira, até parece que quem fez as merdas são os profissionais da enfemagem!!! Pq tudo tem que ser culpa da enfermagem? Pq no Brasil a corda só arrebenta do lado mais fraco...  pesquisar antes é bom!!!

segunda-feira, 4 de março de 2013

Vídeo Delícia: "Meu sonho de consumo!!!" - Jeff Seid: How Ya Doin...


Frases Motivadoras de Musculação...

1-"A força não vem da vitória. Seus esforços desenvolvem suas forças. Quando você
enfrenta dificuldades e decide não se entregar, isso é força."

2-"Fisiculturismo é como qualquer outro esporte. Para se dar bem, você precisa se dedicar 100% ao treinamento, dieta e equilíbrio mental."
3-"Quando eu tinha 15 anos, tirei minhas roupas e me olhei no espelho. Quando me vi nu, descobri que para ser proporcionalmente perfeito eu precisaria de braços de 50 centímetros de largura para completar o resto de mim."

4-"Treinar é como fazer sexo. Eu treino duas, três vezes por dia. É demais. Me sinto como se estive gozando o dia todo."

5-“O sofrimento é temporário. A glória é eterna. Estilo de vida.”

6-"Lágrimas lhe trarão simpatia. Suor lhe trará resultados."

7-“Eu só quero olhar pra mim diante do espelho após muitos anos de dedicação, alimentação e descanço e finalmente perceber que ao fim de tudo isso não estou satisfeito e preciso crescer ainda mais... “ 

8-''Quem quiser vencer deve aprender a lutar,perseverar e sofrer''

9-“BodyBuilding não são 45 minutos de academia. BodyBuilding é um estilo de vida.”

10-"Falhar não é uma opção. Todos precisam vencer."

11-"Não peça a Deus fardos mais leves, peça braços mais fortes"

12-"Perca um treino, mas nunca perca uma refeição."

13-"Sonhei com um mundo perfeito, sem problemas nem contradição
Onde não existia nenhum frango otário, esperando o verão

14-"Ter garotas ao meu redor é o tipo de coisa que significa uma pausa nos dias de treinamento intenso. Isso te dá alívio e depois a gente volta para as coisas sérias."

15-"É simplesmente impossível construir tamanho ou força muscular executando apenas o que você já é capaz de realizar facilmente; constantemente, você deverá tentar o momentaneamente impossível"

16- "O alvo da vida não é a felicidade, mas o aperfeiçoamento"

 17-''Se vc acreditar q uma coisa é impossível,vc a tornará impossível''

18-"Nunca esteja satisfeito com seu desenvolvimento, aprenda a amar o desafio e, o mais importante, permaneça faminto"

19-"Quero ser igual o Markus Ruhl. Se não der, o Dorian serve."

20-"Obstáculo é aquilo que você enxerga quando tira os olhos do alvo."  


Fonte:http://www.corpodefinido.com/2011/12/frases-motivadoras-musculacao.html

sábado, 21 de julho de 2012

Steve e Milan: dupla café com leite, daquele jeito! Vai?!

Os bonitões Steven Dehler e Milan Christopher são estrela de editorial quentíssimo para a revista Gay Times! Clicados pelo fotógrafo Justin Monroe, a dupla aparece em cenas de pegação no carro, no melhor estilo café com leite: branquinho com morenão! Quem curte?!
Veja as fotos de Steven Dehler e Milan Christopher…
Obs.: Havia mais 5 fotos, mas infelizmente elas não foram aprovadas, por terem situações que realmente extrapolam os limites propostos por este blog, pelas duas vocês já podem provavelmente imaginar o que viria por aí...

 Obrigado  a todos  que nos acompanham há quase três anos...

domingo, 18 de março de 2012

O amor homossexual........................ (Partes: Um, Dois, Três)...


O amor homossexual
25/11/2011 
Por Arthur Virmond de Lacerda Neto


Intitulado “A origem e o desenvolvimento das idéias morais” o volumoso tratado de Eduardo Westermarck, publicado em dois volumes, em Paris, em 1928, inédito em Português. Professor de sociologia na Universidade de Londres, analisou ele algumas manifestações do comportamento humano, em inúmeras culturas e povos, no passado e no presente, em que encontrou semelhanças e dissemelhanças, demonstração de que as idéias morais constituem-se culturalmente, como produtos de cada porção da Humanidade, e decorrem, como lembrava Augusto Comte, da natureza humana, ou seja, da humanidade comum a todos os homens. Um dos capítulos do livro intitula-se “O amor homossexual”, que passo a traduzir:
A satisfação do instinto sexual assume formas que não entram no quadro ordinário da natureza. Há uma que, dentre outras, em razão do papel que desempenhou na história moral da humanidade, não devera ser omitida: é o comércio entre indivíduos do mesmo sexo, hoje conhecido pelo nome de homossexualidade.
Encontra-se frequentemente entre os animais. Ele se apresenta, sem dúvida, pelo menos esporadicamente, em todas as raças humanas. Em certos povos, assumiu a envergadura de um verdadeiro hábito nacional.
Na América, observaram-se costumes homossexuais em um grande número de tribos indígenas. Parece que houve, quase por toda a parte no continente, desde os tempos antigos, homens vestidos de mulher, que cumpriam as funções femininas e que viviam com outros homens, como as suas concubinas ou como as suas mulheres. Assinala-se, além disto, entre homens jovens companheiros de armas, ligações de amizade que, segundo Lafitau, “não permitem nenhuma suspeita aparente de vício, embora haja ou possa haver muito vício real”.
A homossexualidade acha-se espalhadíssima ou assim se achou, entre os povos que habitam as regiões costeiras do mar de Behring. Em Kadiak era uso, quando se tinha um filho com trejeitos femininos, de vesti-lo como mulher e de educá-lo como tal; ensinavam-se lhe apenas os trabalhos domésticos, davam-se lhe por ocupações apenas as tarefas das mulheres e apenas mulheres ou meninas por camaradas. Com a idade de dez ou quinze anos, eram casados com algum homem rico e ele recebia, então, a alcunha de “achnuchik” ou “shoopan”. Havia a mesma prática entre os Tchouktchis, segundo o relato do dr. Bogoraz; ei-lo: “Ocorre frequentemente, que, sob a influência sobrenatural de um “chamão”, ou sacerdote, um jovem tchouktchi de dezesseis anos abandona, de súbito, o seu sexo, e acredita ser uma mulher. Ele adota uma farpela feminina, deixa crescer os cabelos, dedica-se inteiramente a ocupações de mulher. Indo mais longe, este difamador do seu sexo toma um marido nos “yurt” e assume todas as tarefas que, normalmente, incumbem à esposa, impondo-se, a si próprio, uma servidão voluntária, a mais contrária do mundo à natureza. Acontece assim, freqüentissimamente, que em um “yurt”, o marido seja uma mulher, e mulher, um homem! Estas trocas anormais de sexo levam à imoralidade mais abjeta na comunidade(1) e parecem ser fortemente encorajados pelos “chamãos”, que interpretam casos deste gênero como determinações da sua divindade particular”. Tal mudança de sexo acontecia, amiúde, paralelamente com a perspectiva de se tornar “chamão”; de fato, a maior parte dos “chamãos” havia-a realizado, outrora. Ainda se encontra, correntemente, entre os tchouktchis, “chamãos” masculinos vestidos de mulher e que passam por haverem, fisicamente, transformado em mulheres; muitas outras tribos siberianas conservam vestígios de uma crença idêntica. Em certos casos, pelo menos, é induvidoso que estas “transformações” hajam sido acompanhadas de práticas homossexuais. Na sua descrição dos koriaks, Krasheninnikoff fala dos “ke`yev” ou homems que desempenhavam funções de concubinas; ele compara-os com os “koe`-kcuc” do Kamtschatka, ou homens que se transformaram em mulheres. Todo” koe´-kcuc”, diz ele, é considerado mágico e intérprete dos senhos; contudo, a sua descrição confusa permitiu que Jochelson cogitasse de que o traço mais importante da instituição dos “koe´-kcuc” residira menos no seu poder “chamanístico” do que na sua capacidade de satisfazer os desejos contra a natureza dos kamtchadales. Os “koe´-kcuc” vestiam fatiotas  de mulher, efetuavam tarefas de mulher e ocupavam a posição de mulheres ou de concubinas. (Prosseguirá).

1 -   Bem entendido que o autor citado (Bogaraz) julga segundo os seus padrões de moralidade, vale dizer, os cristãos.
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"O amor homossexual" (Parte Dois)
Por Arthur Virmond de Lacerda Neto

13/02/12

Por Arthur Virmond de Lacerda Neto para a Revista Lado A 


No arquipélago malásio, o amor homossexual é coisa corrente, não, contudo, em todas as suas ilhas; ele é comuníssimo entre o povo bataque, da Sumatra. Em Bali, ele é praticado abertamente e há profissionais seus. Os “basir” do povo Daiaque são homens cujo ofício corresponde à bruxaria e à libidinagem. “Vestidos de mulher, são muito solicitados nas festas idólatras, para as abominações sodomíticas e muitos acham-se casados com homens”
O dr. Haddon disse que jamais ouviu dizer, no estreito de Torrés, de homossexualidade, porém na região de Rigo (a Nova Guiné inglesa) encontraram-se vários casos de pederastia e em Movat, distrito de Daudai, é vício corrente. Ela é, dizem, difundida nas ilhas Marshal e no Havaí. No Taiti há uma categoria de homens que os locais chamam de “mahous” e que “adotam as véstias, a pose, as maneiras das mulheres e imitam todas os trejeitos e exibicionismos das mais fúteis dentre elas. Eles freqüentam, sobretudo, as mulheres, que lhes estimam a convivência. Da mesma forma como as maneiras, eles adotam os usos mais especiais das mulheres...Somente ou quase somente os chefes encorajam semelhante abominação. Eis em que termos Foley fala dos neocaledonianos: “A maior fraternidade entre eles não é uterina, porém a das armas. É assim, sobretudo, na vila de  Poepo. É verdade que esta fraternidade marcial é complicada com a pederastia”.
Entre os indígenas da região de Kimberley (Austrália ocidental)  ao jovem que, havendo alcançado a idade núbil, não encontra mulher, oferecem-lhe um rapaz, o “choucadou”. Observam-se, aqui também, regras exogâmicas e o “marido” deve evitar a sua “sogra”, como se esposara uma mulher. No momento da sua iniciação, o “choucadou”é um garoto de cinco a dez anos. “As relações existentes entre ele e o seu bilalou”, diz Hartman, “são assaz obscuras. De que haja entre eles uma ligação, não tenho dúvidas, mas os indígenas repelem com horror e desgosto a idéia de sodomia”. Tais casamentos são totalmente correntes. Como, amiúde, as mulheres são monopolizadas pelos  membros mais velhos e importantes da tribo, é raro encontrar um homem de menos de trinta ou quarenta anos que possua uma: de onde a regra de que todo rapaz, ao completar cinco anos, é dado como rapaz-esposa a algum dos homens mais moços. Segundo o quadro que traça Purcell, os nativos do mesmo distrito, “todo membro inútil da tribo” arranja um garoto de cinco a sete anos e dele serve-se para fins sexuais; estes garotos chamam-se de mulavongas. Entre os chingalis (Austrália meridional, território do norte) observam-se, frequentemente, velhos que não dispõe de mulheres e, contudo, a quem acompanham um ou dois rapazolas: eles os protegem zelosamente e mantém com eles relações sodomíticas. Que as práticas homossexuais  sejam conhecidas em outros tribos australianas, é o que se pode concluir da constatação de Howitt, a propósito dos indígenas do sudoeste. Os velhos, diz, proíbem os crimes contra a natureza aos noviços, desde que estes ultrapassaram a sua iniciação. (Prosseguirá).

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O amor homossexual (Parte Três)
13/02/2012 
Por Arthur Virmond de Lacerda Neto


Em Madagascar, há jovens rapazes que vivem como mulheres e que têm relações com homens; eles pagam aos que lhes agradam. Em um velho relato, do século XVII, lê-se isto: “Há alguns homens que eles chamam de tsecats, que são efeminados e impotentes, que procuram rapazes e fingem-se de apaixonados; imitam as moças e vestem-se como elas, presenteiam-nos para dormirem com eles e chegam a atribuírem-se nomes de moças, fazendo-se de envergonhadas e de modestas. Eles odeiam as mulheres e não as querem frequentar.” Também se observaram homens efeminados entre os ondonga (na África sub-ocidental alemã) e entre os diaquitê-sarracoleses (Sudão francês) ; porém faltam-nos pormenores acerca dos seus hábitos sexuais. As práticas homossexuais são correntes entre os banaca e os bapucu (Camarões). Porém eles parecem ser relativamente raros entre os indígenas da África, em geral, salvo entre os povos de língua árabe e em países como o Zanzibar, em que a influência árabe é acentuada. Na África do Norte, tais hábitos não se limitam aos habitantes das cidades; elas são frequentes entre os camponeses do Egito e universais entre os jbala, montanheses do norte do Marrocos. Por outro lado, são muito menos correntes, mesmo raras, entre os berberes e os beduínos nômades; quanto aos beduínos da Arábia, acham-se inocentes deles.
A homossexualidade é difundida na Ásia Menor e na Mesopotâmia. Ele é frequentíssima entre os tártaros e os caratchais do Cáucaso, entre os persas, os sics e os afegãos: em Cabul, um bazar ou uma rua lhe é reservada. Os viajantes antigos falam da enorme extensão da homossexualidade entre os maometanos da India: parece que, sob tal aspecto, o tempo não trouxe modificações. Na China, em que ela é, igualmente, comuníssima, há casas especiais de prostituição masculina e são numerosos os meninos vendidos por seus pais desde os seus quatro anos de idade, para exercerem tal mister. No Japão, a pederastia remonta, dizem alguns, às idades mais afastadas; para outros, ela foi introduzida pelo budismo, cerca do século VI da nossa era. Os monges viviam com belos rapazes, com quem, frequentemente, achavam-se apaixonadamente ligados; na época feudal, não se via, quase, cavaleiro que não tivesse por favorito um rapaz com quem ele mantinha as mais íntimas relações e por quem ele achava-se sempre pronto a bater-se em duelo, quando se lhe apresentasse a ocasião. Encontravam-se, ainda, em meados do século XIX, casas de chá em que as gueixas eram do sexo masculino.
Atualmente [o autor escrevia em 1929] parece que a pederastia é mais frequente no sul do Japão do que no norte; contudo, há regiões em que, por assim dizer, ela não é conhecida.
Não há alusões à pederastia nos poemas homéricos nem em Hesíodo; contudo, mais tarde, a Grécia erige-a quase em instituição nacional.  Roma e outros lugares da Itália cedo a conheceram; com o tempo, ela tornou-se lhes mais frequente. Em fins do século VI, diz-nos Políbio, muitos romanos pagavam um talento para possuir um belo rapaz. No Império, “era usual, nas famílias patrícias, de dar-se ao rapaz púbero um escravo da mesma idade como companheiro de leito, afim de que ele pudesse satisfazer os seus primeiros impulsos genesíacos”; houve casamentos formais entre homens, celebrados com toda a solenidade das bodas normais. Averígua-se a existência de práticas homossexuais entre os celtas; elas não eram ignoradas, longe disto, dos antigos escandinavos, que adotavam toda uma nomenclatura relativa a elas. (Prosseguirá).
1 A pederastia grega consistia na relação de companheirismo e dedicação de um homem de até cerca de 25 anos por um adolescente, em que o mais velho chamava-se de erastes e o outro de erômenos. O erastes solicitava o erômenos à família deste e a relação entre ambos principiava mediante a anuência dela. Não havia penetração anal entre eles e sim o coito intercrural, em que o erômenos deitava-se de costas e o erastes friccionava o pênis entre as suas coxas.

Homofóbicos têm desejo sexual pelo mesmo sexo?

Homofóbicos têm desejo sexual pelo mesmo sexo? Cientistas dizem que sim!

Thiago Perin 24 de junho de 2011 
É ciência. No caso, a constatação de um estudo  lá da Universidade de Georgia, nos EUA. Tudo bem, a pesquisa é de 15 anos atrás, mas, em vista de toda a discussão que tem rolado a respeito do casamento gay, da criminalização da homofobia e por aí vai, comentá-la ainda é relevante. “A homofobia está aparentemente associada à excitação homossexual, apontam os pesquisadores, “que o indivíduo homofóbico desconhece ou nega".
Antes de tudo, os especialistas perguntaram a homens heterossexuais o quão confortáveis eles se sentiam ao redor de homens gays. Com base nesses resultados, dividiram os voluntários em dois grupos: os que exibiam sinais de homofobia (com 35 participantes) e os definitivamente não-homofóbicos (neste, eram 29, no total). Aí começou o teste.
Todos os homens foram colocados em salinhas privativas para assistir a vídeos “quentes”, de quatro minutos cada: um mostrava cenas de sexo entre um homem e uma mulher; outro, entre duas mulheres; e o último, entre dois homens. Enquanto a sessão se desenrolava, um aparelho, ligado ao pênis de cada participante, media o nível de excitação sexual de cada um. A engenhoca, segundo os cientistas, era capaz de identificar a excitação sexual sem confundi-la com outros tipos de excitação (como nervosismo ou medo).
Eis os resultados: enquanto assistiam aos vídeos de sexo heterossexual ou lésbico, tanto o grupo homofóbico quanto o não-homofóbico tiveram “aumento da circunferência do pênis”. Em outras palavras, gostaram do que viram. Mas durante o filminho gay apenas o grupo homofóbico exibiu sinais de excitação sexual", afirma o estudo. Pois é, eles até disseram que preferiam manter distância dos gays. Mas, opa, seus pênis contaram outra história. 
E vocês, o que acham disso? Lembrando que essa é uma constatação puramente científica, despida de qualquer viés político, hein, gente? (Clique aqui)
FONTE:Assine Super

terça-feira, 31 de janeiro de 2012

Abercrombie and Fitch 'Topless Greeters' on Orchard Road


Mantendo a tradição, o mais quente caras Abercrombie & Fitch de suas lojas nos EUA, França, Dinamarca, Espanha e além, fez uma aparição fora do novo carro-chefe uma loja F & que abre na próxima semana em Orchard Road. enviou hoje intrépidos videojournalista Ryhan Yazid para confira a matriz ab-tastic. 

sábado, 28 de janeiro de 2012

O Dia nacional da Visibilidade de Travestis e Transexuais em Belo Horizonte...

O Dia nacional da Visibilidade de Travestis e Transexuais em Belo Horizonte. tem como objetivo ressaltar a importância da diversidade e do respeito, principalmente para o Movimento Trans, representado por travestis, transexuais e transgêneros. É nesse dia 30 de Janeiro de 2012 que nossa cidade se prepara para que ONGs de todo o Brasil se articulem visando combater a discriminação e promover ações culturais e de saúde.
Não deixe de apoiar essa causa! Confira a programação completa em http://www.fafich.ufmg.br/educacaosemhomofobia
                                                      

quinta-feira, 19 de janeiro de 2012

Um homem adulto narra seu percurso de dor para assumir sua sexualidade.


Pedro e João: a história de dois meninos gays e uma 

infância devastada


Por Eliane Brum; Jornalista, escritora e documentarista.

Um homem adulto narra seu percurso de dor para assumir sua sexualidade. E conta como, para se proteger, participou de atos de bullying na escola contra seu melhor amigo.

Da infância, somos todos sobreviventes. Alguns mais do que outros. Esta é a história de um homem em busca de compreender a si mesmo. E de tentar, como adulto, ser diferente do menino pelo poder da narrativa. Esta história é contada aqui porque foi a nossa ignorância – a minha e também a sua – que destroçou a vida dessas duas crianças. E tem destroçado – às vezes em brutal literalidade, com tiros e pancadas – a vida de muitos – demais.
Antes, a história de como nos conhecemos. Ele me enviou o primeiro email no início de dezembro. Um amigo dele acabara de ser assassinado por homofóbicos, e ele tinha se deparado com uma campanha na internet que arregimentava pessoas a se unirem para executar homossexuais. Ele tinha medo de sair de casa. Estava assustado. E também com raiva. Pedia que eu denunciasse a campanha nesta coluna.
Respondi que escrever sobre esse tipo de manifestação era amplificar uma voz de ódio. Afinal, o sonho de quem divulga algo na internet é ser acessado, replicado, comentado, seguido, citado. Em vez disso, propus a ele que me contasse a sua história para – talvez – publicá-la aqui. Contar uma história que nos aproxime é a melhor resposta que podemos dar a quem usa as palavras para aumentar as distâncias.
Desde então, iniciamos uma correspondência. Chequei a sua identidade, mas respeitei sua decisão de ocultar seu nome. Nessa narrativa real, vamos chamá-lo de Pedro. Filho único de uma família de classe média do interior de Minas, Pedro tem 28 anos, é engenheiro ambiental e hoje vive sozinho em Goiânia. Um brasileiro como tantos outros, que trabalha duro e paga seus impostos. Todo ano ele participa da parada gay, mas não é o que se poderia chamar de um militante do movimento. Em Goiânia, assume sua homossexualidade em todos os espaços – e também no trabalho. Mas preferiu se afastar da família a contar que era gay. Neste Natal, como veremos mais adiante, ele fez um pequeno grande gesto.
Aos poucos, ao longo da nossa troca de cartas virtuais, percebi que não se tratava apenas da história de Pedro. Mas da história de Pedro e de João. Quando era criança, o melhor amigo de Pedro era João. E era João quem não conseguia esconder dos colegas de escola que era gay. Pedro posicionou-se ao lado dos mais “fortes”, como tantos de nós a vida toda, e mais ainda na infância. Alinhou-se ao lado dos pequenos machos quando eles tornaram a vida de João um inferno humano. Tão humanamente infernal que ele acabou mudando de cidade no início do ensino médio. Como acontece ainda hoje em muitas escolas, nem professores, nem pais, nem colegas, ninguém fez gesto algum na direção de João. Todos permitiram, por ação ou omissão, que João fosse agredido, acuado, encurralado e, por fim, exilado.
Essa memória assombra Pedro até hoje. Como a maioria de nós, ele queria ter sido mais forte na infância. Não mais “forte” como os pequenos machos, tão atrapalhados com sua sexualidade que precisavam “denunciar” a do outro. Pedro queria ter sido tão forte quanto João, que ousava ser. Se tivessem sido os dois, talvez pudessem ter resistido mais. Mas, por muito tempo, Pedro mal pôde consigo mesmo. E então, quando ele já tinha sua própria vida adulta e independente, um de seus melhores amigos foi assassinado porque era. Gay. E Pedro, de novo, sentiu-se muito impotente.
Contar sua história talvez seja a forma encontrada por Pedro para inverter o curso dessa memória dentro de si. Pronunciar o que virou silêncio sem ser – e por assim ter sido tanto o feriu. A ele e a João, antes que ambos pudessem se defender. Quando pergunto sobre esse círculo que se fecha, Pedro escreve: “Acho que vai me incomodar pelo resto da vida”.
É espantosa a quantidade de dor que pode caber numa vida apenas por causa da ignorância. Da nossa ignorância. A história de Pedro – e também a história de Pedro e de João – é assim.

O começo: ou como Pedro expôs João para que não o descobrissem
“Nasci numa cidade do interior de Minas com 80 mil habitantes. Pequena, conservadora, cheia de falsos moralismos. Desde muito cedo eu percebi minha orientação sexual. Desde criança achava os meninos mais interessantes do que as meninas. Sempre pensei que no órgão sexual feminino faltava alguma coisa. E tinha curiosidade para ver o órgão sexual dos meus amigos. Mas nunca fui muito sexualizado na infância e nem mesmo na adolescência. Talvez evitasse a sexualidade pela consciência da minha orientação sexual.
Ainda no colégio, eu era uma pessoa extrovertida e comunicativa, mas quando percebi que havia algo de diferente, tornei-me recluso. Sempre estudei no mesmo colégio, com a mesma turma. Desde o início, tinha um colega que conseguia disfarçar menos sua homossexualidade e, para continuar pertencendo ao grupo, eu participava de ataques de bullying homofóbico. Estes eram os momentos nos quais eu me sentia pior.
João sempre estudou na mesma turma que eu. Éramos muito amigos na infância, nossas mães eram amigas e ambos éramos filhos únicos. Ele frequentou a minha casa e eu a dele, brincamos muito na infância, éramos os melhores amigos. Apesar de ser um ano mais velho do que eu, João não aparentava, porque sempre foi muito sensível e delicado. O fator ‘não jogar bola’ influencia muito o que as crianças pensam quanto à sexualidade de outra. E João não jogava.
É engraçado. Nunca trocamos uma palavra sequer em relação ao sexo. Ao menos, não que eu me lembre. Jogávamos muito videogame juntos, e geralmente ele passava pela manhã em minha casa para irmos ao colégio. Não sei bem explicar como, mas nossa relação e encontros foram tornando-se esparsos, até que nos tornamos meros colegas de sala. Ele passou a ser um garoto solitário, menos risonho. Aproximou-se mais das garotas e adquiriu ‘trejeitos’, que talvez sempre tenha tido, mas que somente com o amadurecimento e a consciência do mundo eu e os outros garotos começamos a perceber.
Eu tinha 12 ou 13 anos nessa época. Acho que, por pertencer a uma família que preserva bastante as tradições mineiras, na qual era comum escutar comentários homofóbicos e até mesmo racistas, eu tinha o preconceito internalizado de que a homossexualidade era algo errado. E é muito estranho ser ‘errado’. Eu não tinha com quem conversar, eu não tinha com quem dividir meus desejos. E acho que foi a fase na qual eu tive mais medo na minha vida. Era um medo de tudo, um medo de mim.
Adquiri repulsa por alguém que eu imaginava ser a pessoa que mais se assemelhava a mim. Julgava-o sujo. Era como se o distanciamento que criei com ele disfarçasse a minha sujeira. Não sei bem ao certo, mas em virtude de suas maneiras mais delicadas, nós, os meninos, simplesmente deixamos de conviver com ele. Não sei como surgiram os primeiros episódios de bullying. Mas, aos poucos ele começou a ser motivo de chacota na sala e, em pouco tempo, de todo o colégio.
Crianças e adolescentes têm uma maldade que eu não entendo. Todos os dias escrevíamos no quadro seu apelido: “João viadinho”. A situação de bullying era clara. Ele sofria muito, era perceptível. Quando cruzávamos com ele, ríamos e imitávamos trejeitos femininos. Os meninos da sala não o tocavam, pois, caso isso ocorresse, pegariam ‘viadice’. Imagino o quanto isso foi dolorido para ele.
Logo, ele começou a permanecer todo o recreio dentro da sala de aula. E as agressões passaram do campo das palavras para o físico. Em suas tentativas de revide, ele levava tapas, socos e pontapés. Eu não cheguei a fazer isso. Mas, os outros garotos, sim. Quando ele passava pelo corredor, próximo ao grupinho dos ‘machos’, além de um ‘E aí, viadinho?’, ele levava sempre uns bons tapas, e sempre havia algum engraçadinho para sair rebolando atrás dele. Eu nunca o olhava nos olhos. Sentia muita vergonha.
É uma dinâmica estranha. Você tem que pertencer a um grupo, e ser diferente te exclui. Hoje, entendo que muita daquela repulsa estava relacionada a um certo grau de atração que eu sentia por ele. E aquilo para mim era errado. Os professores nunca tomaram nenhuma atitude. Ninguém nunca tomou nenhuma atitude. Escutei trechos de uma conversa de minha mãe com a mãe dele em relação à sua sexualidade, mas não consegui entender muito e não fui capaz de tocar no assunto. Até hoje não consigo compreender como fui capaz de ter feito tudo aquilo. Sei que fui muito covarde. Porque, no fundo, eu sabia pelo que ele estava passando. E nunca lhe estendi a mão.  
Quando você se descobre gay – o que faz você se sentir diferente da maioria –, isso faz com que, de uma maneira inconsciente, você lute para ser igual. É uma resistência interna, uma forma estranha de luta entre o ‘você aparente’ e o ‘você real’. Eu tinha aversão ao meu corpo, a toda e qualquer coisa relacionada à sexualidade. Qualquer programa de TV, livro ou texto que se referisse à sexualidade me causava pânico. Eu não passei pela fase comum aos adolescentes, na qual a masturbação é uma atividade comum. Eu sentia medo, pois era nessas ocasiões que eu tinha a certeza de que realmente era homossexual.
Não é somente seu ciclo social que é quebrado através da fase de reclusão. Dentro de você é como se o fator sexualidade também fosse rejeitado. Sexo assusta. O que não se aceita é melhor que fique escondido. Acho que senti repulsa por João ao perceber que alguém tinha uma aceitação maior consigo mesmo do que a que eu tinha para comigo. Eu conseguia reprimir, então era difícil aceitar que aquela pessoa não conseguisse.
Eu nunca o defendi. Tinha medo de que toda aquela repulsa se voltasse contra mim. João saiu da escola e da cidade no final do primeiro ano do ensino médio. Mudou-se para Uberlândia (MG). Nesse meio tempo, acho que até mesmo por um grande peso na consciência, foi a minha vez de me afastar. Tranquei-me no quarto e não queria sair de lá.”

Pedro se esconde – até de si mesmo
“No segundo ano do ensino médio, minha consciência da orientação sexual atingiu seu ápice. Eu não conseguia mais me esconder muito e tinha muito medo da reação das pessoas. Forçava-me a pensar somente em meninas, mas já não conseguia mais fazer isso. As Playboys, compradas escondidas pelos amigos, não me interessavam nem um pouco. Eu me excitava justamente pensando na excitação dos meus amigos diante daquelas imagens.
Foi uma fase muito difícil. Eu inventava um monte de histórias para não ir ao colégio, me afastei de tudo e de todos. Minha vontade era ficar trancado no quarto para que ninguém pudesse me ver. Acho que, no fundo, eu estava me punindo pelo meu comportamento errado frente à sexualidade de João. Não sei bem o que seria depressão, mas, se por algum momento da minha vida passei por isso, foi justamente nesse ápice de consciência.
Lembro que chegava a me mutilar. Tinha raiva de mim, de minha imagem. Tinha nojo do meu órgão sexual e de qualquer ereção eventual. Eu evitava levantar da cama, tinha muito sono, não queria conviver com ninguém. Lia bastante, muito, mas muito mesmo... Nessa época li tudo de Dostoiévski, Tolstói. Um personagem em especial me acompanhou pela vida inteira: Kirilov, do livro ‘Os Demônios’, de Dostoiévski. Ele dizia algo como: ‘Deus é o medo de depois da morte’.
Foi nessa época que minha mãe percebeu que tinha algo de errado comigo e me mandou para um psicólogo. Mas não tive nenhuma afinidade com ele. Não podia confiar em alguém que minha mãe pagava. Ali, no consultório, eu ajudei a moldar ainda mais meu personagem, pois tinha que tentar me desvencilhar de alguém que, teoricamente, estaria preparado para fazer uma leitura das pessoas. Lembro vagamente de que, na primeira consulta, ele afirmou: ‘Sua mãe me disse que você tem andado triste e tem ficado muito tempo trancado no quarto. E aí, o que está acontecendo?’. Senti-me pressionado. Depois dessa experiência, nunca mais voltei a psicólogos.

Aos 15 anos, eu estava tão solitário que pensei em parar de estudar ou mudar de colégio. Se as pessoas que conviviam comigo soubessem de alguma coisa, meu mundo poderia acabar. Não frequentei nenhuma das festinhas de 15 anos de minhas amigas, não fui à festa alguma, não fui adolescente. Nesse período de reclusão, eu passava o fim de semana todo trancado no meu quarto. Por um lado foi bom: estudei muito e não tive nenhuma dificuldade para passar no vestibular. Acho que é essa reclusão, causada pela dificuldade de autoaceitação, que faz com que muitos dos gays sejam bem sucedidos nos estudos. É como se perdêssemos um período da vida social e buscássemos nos livros um afago.”

Pedro tenta fugir – mas não há fuga de si mesmo
“Passei em três universidades federais. A minha escolha foi pela UFOP (Universidade Federal de Ouro Preto), não porque era meu curso predileto, mas sim porque Ouro Preto era a cidade mais distante da casa de meus pais. Com 17 anos mudei-me para Ouro Preto, pensando que tudo seria diferente. Não foi. Cursei engenharia numa cidade que priva pelo tradicionalismo, convivendo em repúblicas com cerca de 15 homens. Todos, ao menos aos olhos da comunidade universitária, heterossexuais.
Bem no início do curso, eu presenciei uma cena que me trancou ainda mais dentro do armário: um dos moradores de uma república vizinha à minha, líder estudantil, influente no meio acadêmico, foi flagrado contando à empregada da casa que tinha um caso com outro estudante. O apelido dele tornou-se sinônimo de gay no ambiente universitário. Os outros moradores da casa nem pestanejaram: jogaram todas as coisas dele para fora da casa. Nem se deram ao trabalho de ouvir um cara que havia morado com eles nos últimos quatro anos. Foi muito estranho ver as coisas dele jogadas no chão da famosa Rua Direita.
Eu era um adolescente exemplar. Nunca tinha bebido, nunca tinha usado drogas. Era virgem, nunca beijara ninguém. Nessa época, comecei a viver em uma história inventada. Para me inserir em um grupo, eu comecei a usar um disfarce. O ‘porra-louca’ heterossexual. Beijava meninas, mas tinha muito medo de que alguma delas quisesse algo mais. Comecei a beber muito e a ser usuário de maconha e, mais tarde, de cocaína. Era uma fuga, era um jeito de ser querido por um grupo, era uma forma de estar inserido. Era ser comum. E assim foi durante cinco anos. Anos lentos, intermináveis.

Uma colega de sala foi a primeira pessoa que soube de minha homossexualidade, já no final do curso. Foi uma explosão. Era como se eu estivesse tirando o maior peso do mundo de minhas costas. Só consegui dizer: ‘Sou gay’. E comecei a chorar sem parar. Era um misto de medo da reação e de alívio indescritível. Pela primeira vez eu tirava a minha máscara para um outro ser humano.
Formei-me na universidade em 2006, com 22 para 23 anos. Era virgem, escolado no submundo do álcool e das drogas. Antes de me mudar de Ouro Preto, reuni todos os 15 rapazes que moravam comigo na república. Eu não queria sair daquela casa tendo omitido quem eu realmente era. Nessa reunião, completamente drogado, eu vomitei, com certa raiva de mim e de tudo, que eu era gay e que aquilo era o mínimo que eu podia fazer por pessoas com as quais eu convivi.
Logo após um silêncio, nada convencional, eu presenciei as mais distintas reações. De ódio a apoio. Há pessoas com as quais nunca mais troquei palavras. Mas também recebi um carinho que eu não imaginava que fosse possível. Descobri que, apesar dos revezes, eu encontraria pessoas que não encaravam aquilo como aberração. Acho que aquele momento foi fundamental para que eu pudesse encarar a vida. Eu nunca tinha encostado em um homem, eu nunca tinha tido uma relação verdadeira. Na verdade, acho que toda a minha felicidade era falsa.”

Pedro tira a máscara – arranca-se de si
“Passei em um concurso público estadual e fui trabalhar em Uberlândia. A independência financeira é muito importante para um homossexual, significa o primeiro momento em que não é preciso dar satisfação a ninguém sobre o que você sente. Fui para Uberlândia com a pretensão de viver.
Logo no primeiro fim de semana, resolvi ir até uma casa noturna GLS. Era 4 de agosto de 2006. Recordo a data porque até hoje mantenho o folder (propaganda da casa). Esse folder é como se fosse a minha Lei Áurea. Representa a minha liberdade.

Minha noite foi tragicômica. Hoje dou muita risada ao lembrar. Eu era um gay ‘não gay’. Logo, fui com uma roupa inadequada, social demais. Não conhecia nenhuma música, afinal vivia ouvindo rock e nem imaginava quem era Britney Spears. Não consegui disfarçar minha surpresa ao ver todas aquelas pessoas descoladas e felizes, de mãos dadas. Era como se aquelas mãos dadas me hipnotizassem, era absolutamente sensacional cada flagra de beijo. Os transexuais, travestis e drag queens me assustavam, era como se tivesse que manter distância. Afinal, até aquele dia, era isso que a vida tinha me ensinado.
Cheguei bem tarde, depois de ter dado várias voltas no quarteirão, por medo de ser identificado nas proximidades daquele ambiente. No lounge, sozinho, atento aos diálogos alheios, me impressionava o caos relativo ao gênero: ‘amiga’, ‘bicha’. Minha primeira visita ao banheiro foi hilária. Entrei e saí correndo. Era um misto de medo, tesão, tensão, apreensão e uma felicidade doida. Nem imagino o que as pessoas pensavam daquele cara que passou a noite inteira sentado numa cadeira do balcão, atento a tudo, surpreso e com um sorriso estampado no rosto. Quando se aproximavam de mim ou percebia um flerte, eu me esquivava e de certa forma corria. Lembro que naquele dia nem dormi direito relembrando cada momento.
Na noite seguinte, não resisti e voltei à mesma casa noturna. Nessa segunda noite, mantive um diálogo com o bartender. Talvez, pela ansiedade, tenha bebido muito e isso tenha feito com que baixasse a guarda e permitisse que as pessoas se aproximassem. Fiquei até muito tarde. O bartender veio, então, conversar comigo. Não lembro ao certo, mas acho que falei muita besteira. Eu suava frio, tremia. Acho que, percebendo meu estado alcoólico, e depois de saber que aquela era a minha segunda noite num ambiente gay, ele arriscou um beijo. 5 de agosto de 2006: aos 22 anos, eu fui beijado pela primeira vez por um homem.
Aquilo foi muito para mim. Afastei-o, não me despedi e saí o mais rápido que pude daquele lugar. Senti repulsa pelo meu corpo, senti nojo de mim. É estranho, mas foram sensações completamente antagônicas, uma oposição entre o meu desejo e o que a sociedade me imprimiu. Ao mesmo tempo que era prazeroso, eu sentia rejeição pelo fato de estar beijando um homem. Apesar de ser meu maior desejo, era algo que eu tinha aprendido ser inaceitável.
Em casa, escovei os dentes diversas vezes. Como se aquilo pudesse apagar meu ato, como se fosse possível redimir o meu ato. Por quê? Porque eu fui ensinado assim. Porque fui criado num berço católico no qual minha recente atitude era pecado. Eu era uma aberração.
Como filho único, eu também sentia vergonha por ser uma decepção muito grande para a minha mãe, que sempre teve a expectativa de ter netos. Naquela manhã, eu era o maior lixo do mundo. Abusei ao extremo do uso de cocaína, associada ao uso de ansiolítico. E o que me deixava pior era a sensação: ‘Tinha sido muito bom’. Chorei muito.
Não sei ao certo, mas acho que por dois ou três meses retornei à minha reclusão. Passava os finais de semana em casa, reprimindo meus desejos. Mas nada pode ser reprimido para sempre.
Depois de uma festinha de aniversário de uma colega de trabalho, num local próximo à casa noturna que já tinha frequentado, eu criei coragem e, após contornar diversas vezes o quarteirão, entrei. Receoso, troquei olhares com o bartender. Encarei, flertei, fui retribuído. O tempo demorou a passar e já era quase dia quando ele pôde sair do bar e vir ao meu encontro. Dessa vez, fui eu que tomei a iniciativa e o beijei. Dessa vez, eu não fugi e aquela meia hora em que ficamos juntos foi a primeira vez que um cara de 23 anos estava aceitando a si mesmo. Era a primeira vez que eu podia dizer que estava realizado, feliz.
Depois daquela noite, passamos a nos encontrar em todos os finais de semana. Mas, sozinho em casa, depois dos beijos, eu ainda me sentia angustiado e estranho. Tive a sorte, porém, de ter encontrado uma pessoa fantástica, que respeitava as minhas restrições. E elas eram muitas. A primeira vez em que permiti algo mais íntimo foi após dois meses de encontros, fim de semana após fim de semana. Meu namorado só começou a frequentar a minha casa após três meses de relacionamento. Ele compreendia, mas não deixava de ficar chateado com tamanho recalque. Cobrava sexo, mas eu tinha muito medo. Estávamos juntos havia cinco meses quando, pela primeira vez, ele foi dormir comigo. E foi a primeira vez que tivemos uma relação sexual. Era também a primeira relação sexual da minha vida.”

Pedro descobre que não o perdoam por ser
“Mesmo trabalhando para um órgão que, a princípio, deveria privar pelo cumprimento das leis, eu já sofri homofobia. Sinto um certo afastamento por parte de algumas pessoas simplesmente pelo fato de eu não querer me esconder mais. Minhas opiniões e minha qualidade técnica são diminuídas por causa da minha orientação sexual. Por quê? Ser gay me tornou menos competente?
Sinto raiva de uma sociedade que tem medo de ver beijo gay na novela das oito, mas que se delicia assistindo às piores atrocidades nos noticiários sensacionalistas. Fico me perguntando: por que eu incomodo tanto? Por que gostar de alguém traz tanta violência? De onde vem esse ódio?
É muito difícil compreender por que a comunidade evangélica, por exemplo, é capaz de perdoar a assassinos ou bandidos que se converteram à religião e não aceitam que eu caminhe de mãos dadas com meu namorado pela rua. Qual é o crime de se caminhar de mãos dadas pela rua?
Há pouco perdi um de meus melhores amigos e sei que seu assassinato ficará impune. Estamos no Brasil e não vai ser a primeira vez que um crime ficará impune. Pior ainda se são crimes de homofobia ou crimes que a nossa homofobia internalizada não permite que sejam investigados.
 Uma vez eu fui vítima de um golpe conhecido como ‘Boa Noite Cinderela’. Apesar de todos os protestos de que não devia fazer um B.O. (boletim de ocorrência), fui até uma delegacia. E lá realmente desisti de fazer o B.O.. Nunca fui tão humilhado em toda a minha vida. O policial que me atendeu teve uma crise de riso enquanto eu relatava o caso. Aposto que não seria esta a reação caso o evento tivesse ocorrido com um macho alfa. Eu desisti de denunciar, voltei para casa e me senti a pessoa mais impotente do mundo.
Em outra oportunidade, vi um grupo de adolescentes na saída de uma festa GLS agredindo um garoto que aparentava estar muito bêbado. Novamente, apesar dos protestos de um namorado da época, interferi e acabei me dando muito mal. Apanhei um pouco, pois nem tenho porte físico para enfrentamentos e, quando a polícia chegou, os três adolescentes foram protegidos, e eu quase fui parar na delegacia. Segundo os policiais, eu estava gerando desordem.
Já perdi a conta de quantos amigos, em Goiânia ou em Uberlândia, já sofreram agressões na rua por serem gays. Ao tentar denunciá-las, as vítimas foram ridicularizadas, e os agressores liberados. Eu não tenho mais coragem de procurar a polícia para denunciar qualquer forma de preconceito. Vivemos no nosso mundinho, disfarçados. Vivemos num ‘gayto’.”

Pedro aproxima-se dos pais – que não sabem (ou fingem não saber) que é
“Distanciei-me dos meus pais há muito tempo. E continuei cada vez mais distante. Morando há três anos e meio em Goiânia, eles nunca tinham vindo me visitar. Neste final de ano, pela primeira vez, eu convidei-os a passar o Natal na minha casa. E eles vieram. Acho que minha pequena atitude abriu uma brecha para novamente possuir uma família, possuir um colo de mãe.
Não que meu Natal tenha sido maravilhoso. Na verdade, foi cheio de conflitos. Eu e minha mãe nos desconhecemos por completo. Eu e meu pai nem nos falamos, e então surgem diversas divergências. Eles chegaram no dia 23 de dezembro, à noite, e foram embora no dia 25, pela manhã.
Na tarde de Natal, descobri uma cartinha que minha mãe tinha deixado sobre o sofá. Transcrevo aqui um trecho: ‘O que mais queremos é a sua realização em todos os sentidos, pois, de qualquer forma, você é nosso único tesouro e não queremos continuar dessa forma. Infelizmente, precisamos te conhecer melhor. E saiba: seja qual for a circunstância, estaremos com você. Você sabe que não podemos adiar o que queremos, ainda mais que já estamos em contagem regressiva. Espero que leia umas várias vezes essa recomendação. Se não quiser comentar sobre ela falando, me escreva e me conte um pouco de você. Beijos. Te amamos muito. Mãe e pai’.
Tenho passado esses últimos dias pensando em qual seria a melhor forma de contar tudo de mim para meus pais. Mas ainda não descobri como. Já tentei escrever uma carta umas dez vezes, mas, ao final, rasgo tudo. Como se o que estivesse escrito ali fosse algo que tivesse o poder de torná-los extremamente infelizes."

O meio: ou como Pedro reencontra João no gesto possível
 “Eu era só um menino, mas foi com João que senti remorso pela primeira vez, que tive consciência do que é covardia. Voltei a encontrá-lo em nossa cidade do interior mineiro em algumas poucas oportunidades. E em todas elas não fui capaz de me reportar a ele. João assumiu sua homossexualidade, e não posso esquecer os comentários maldosos de minha mãe, com suas amigas. Eu sentia raiva.
João tornou-se arquiteto. Quando me mudei para Uberlândia, vivíamos na mesma cidade e ainda hoje temos alguns amigos comuns. Mas nunca dividimos uma roda de amigos. É um somatório de minha vergonha e da sua mágoa. Para alguns dos amigos em comum, eu contei toda a história. Segundo eles, ele nunca mencionou o assunto.
Uma noite, identifiquei-o numa boate GLS. João havia se tornado um homem extremamente efeminado, mas muito lindo. Estava rodeado de amigos e, assim que tive oportunidade, eu o abordei. Entendo completamente as poucas palavras que ele dirigiu a mim. Havia mágoa na forma como ele me tratou, e eu compreendo a sua postura. Não toquei no assunto. Senti muita vergonha e, assim que pude, me afastei. Não consegui pedir desculpas. Algum tempo depois eu soube que João havia se mudado para a Austrália. Não sei se um dia voltarei a vê-lo”.

Fonte: Revista Época

Vamos aprender...

Vamos aprender...
...para respeitar!

Minha Raça Humana

Minha Raça Humana

Quem é Baby Night ?

“Aprendi com meus erros, pois foi a partir deles que comecei a acertar”. Superei meus medos, pois é superando-os que se aprende o que é coragem. Procuro dá sempre o melhor de mim, para que o melhor para mim possa ser dado. Posso dizer que já sofri, já chorei, já perdi, já errei... Mas posso dizer com mais certeza ainda, que em todas estas situações eu aprendi o segredo da vitória. “Sou o reflexo de tudo em que acredito de tudo que posso ser capaz. Alguém que aprendeu que nunca se deve desistir e se por acaso chegar a desistir, nunca é tarde para começar de novo e fazer um novo fim de sua história... Amo sonhar e acreditar que todos os meus sonhos um dia se tornarão realidade. Amo amar e amo ser amado...”.Poucas horas ao lado de uma pessoa que posiciona palavras de maneira firme, poética, harmônica e que sabe usar cada uma delas no momento exato e no timbre ideal, é transcendental. Não se explica, apenas vive-se o momento. A essência de um homem é a única coisa que o move e que o aproxima de outra essência. A combinação entre as duas compõem o perfume ideal... É como fechar os olhos e viajar num vento ouvindo música tocada pelos anjos...

O preconceito é um ato covarde...

O preconceito é um ato covarde...
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