O Blog da Comunidade Gay Brasileira...

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Com notícias do universo LGBT - Lésbica, Gay, Bissexual, Travesti e Transgênero... E Variedades em todas as áreas do conhecimento... Ah! Simpatizantes também são bem vindos à causa...

Bom dia a todos os militantes pelos direitos humanos e principalmente militantes contra a "Homolesbotransfobia", os que militam no mundo real e os que militam no mundo virtual já que os dois mundos se complementam.
Já acordei e Super disposto pra luta então quem estava de plantão pode ir dormir que eu já estou BEM ACORDADO por nós todos.
Que a força na qual vocês acreditam lhes ilumine e proteja no sono sagrado dos guerreiros e guerreiras da justiça, amor, paz e igualdade e esteja convosco no despertar.
Com vocês sou forte para mudar o mundo, sem vocês sou apenas um eco no vazio batendo na montanha e voltando.

Luta pela igualdade social... Direito de todos.
Lute duramente pelos seus direitos
apenas não se entregue!
Lute duramente pela sua vida
vá! Você deve chegar lá...

luta, luta, então mais luta
apenas, apenas nunca, nunca desista!
Através da mente...
voando...
cultivando sabedoria e serenidade
para perceber o quão pequeno nós somos
na frente desse grande poder
nem orgulho, nem ego pode prevalecer
Agora...
ninguém pode viver a minha vida
o que importa é o que eu faço
define quem eu sou!
Oh, agora eu tenho que me sentir vivo
seja lá o que os meus medos possam dizer
se eu desistir não será eu! A igualdade sempre!

* * * BLOG BABY NIGHT FOREVER 2013 * * *

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"Eu não me importo se você é negro, branco, hétero, bissexual, gay, ateu, cristão, rico ou pobre. Se você for gentil comigo, eu serei gentil com você."

Para quem não conhece esse é o:

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domingo, 12 de outubro de 2014

ADOÇÃO POR CASAIS HOMOAFETIVOS...


Publicado em 19/09/2014
Não negue a uma criança faminta de alimento, respeito, carinho, educação e Amor o direito de ser feliz. A era dos tabus, dos dogmas religiosos e dos conceitos equivocados devem ficar no passado. Pessoas civilizadas e sobretudo Cristãs, devem entender a máxima do Cristo que diz: "-Amar a Deus sobre todas as coisas e o próximo como a si mesmo". Amar o próximo como a si mesmo é desejar o bem e o melhor para todos, fazer aos outros o que gostaríamos que fizessem conosco. É claro que a adoção de uma criança requer muita responsabilidade e cuidados de quem adota. Todos os cuidados devem ser observados seja para casal hétero ou homo. Homossexualidade não é contagiosa. Ninguém vai ser gay por ser adotado por pais gays. Se assim fosse os filhos de héteros seriam sempre héteros, quando verdadeiramente os homossexuais, na grande maioria, são filhos de pais héteros. O que devemos ter medo em ser contaminados é com a ambição desenfreada, o egoísmo que mata, a invejam que corrompe, a mágoa que dilacera relações, os interesses mesquinho. Mas Amor, Carinho, Respeito... que nos contaminemos SEMPRE.

segunda-feira, 9 de dezembro de 2013

Para estudioso da Aids, campanhas foram interditadas no Brasil por força das bancadas religiosas...

O falso bom combate



Para estudioso da Aids, campanhas foram interditadas no Brasil por força das bancadas religiosas

07 de dezembro de 2013 | 15h 56
Monica Manir - O Estado de S. Paulo
'O preconceito ainda é o grande obstáculo para enfrentar o vírus do HIV' - Navesh Chitarakar/ReutersDe certa forma, Veriano Terto Jr. concorda com o slogan da campanha nacional para o combate à aids: "Para viver melhor, é preciso saber". É preciso saber que, nos últimos dias, uma pessoa próxima a ele perambulou por sete hospitais no Rio de Janeiro até ser internada de emergência quase nos estertores da doença. E que outra conhecida, também soropositiva, vagou por dias em unidades de saúde cariocas até a cegueira total. "Ela perdeu a visão pela inoperância do sistema", afirma, indignado, o professor da UFRJ. "É uma maratona macabra."
Navesh Chitarakar/Reuters
'O preconceito ainda é o grande obstáculo para enfrentar o vírus do HIV'.
Nascido no Piauí e criado no Rio desde menino, Veriano Terto Jr. trabalha há quase um ano no Instituto de Estudos em Saúde Coletiva da Federal. Nos 23 anos anteriores, fez parte da Associação Brasileira Interdisciplinar de Aids (Abia). Acompanha, portanto, pari passu os programas de prevenção e tratamento da infecção no País. Na segunda-feira, pós-Dia Mundial de Combate à Aids, ele aprovou o protocolo que permite a adultos com HIV receber de graça os medicamentos antirretrovirais antes mesmo do primeiro sintoma. O que o angustia é prever que, com a expansão da oferta do tratamento, 100 mil pessoas a mais devem procurar um sistema de saúde acachapado, e que ainda estigmatiza os pacientes. Fora que as campanhas de governo - "de qualquer governo" - não atingem quem têm de atingir nesse caso: o jovem homossexual.
"Há um clima de pânico conservador, não se pode falar mais nada que venha a irritar a bancada evangélica", diz Veriano. Ele lembra, nesta entrevista, de campanhas e kits que foram deixados para trás. Afirma que nos anos 1990 fomos mais ousados para falar de sexo. Critica quem deseja criminalizar as pessoas que passam o vírus adiante. Duvida que homossexuais, prostitutas e usuários de drogas, os mais vulneráveis à aids, sejam citados em qualquer campanha eleitoral. "Os candidatos vão, sim, falar de direitos humanos, vão pregar a igualdade, mas não vão tocar no nervo."
Estamos na vanguarda no tratamento da aids, como disse o Ministério da Sáude?
Depende do que tu tá chamando de tratamento. Se for o acesso a medicamentos antirretrovirais, sim, nós somos vanguarda. Se pensar na saúde integral da pessoa com HIV-aids, não, não somos vanguarda. Podemos ser vanguarda na política, mas no dia a dia, não. Repare em todas as necessidades que uma pessoa com HIV exige. A rede não consegue atender bem em nenhum dos três níveis - de baixa, média e alta complexidade. Como inserir 100 mil novos pacientes quando não se consegue encaminhar a internação de uma pessoa já doente, com tudo protocolado?
O estigma continua prejudicando o tratamento da doença?
As últimas conferências internacionais de aids confirmaram que ele ainda é o grande obstáculo para o enfrentamento do HIV. Qualquer diretriz nova, como essas de prevenção que estão sendo propostas, deve ser acompanhada de fortes ações de combate e enfrentamento do estigma relacionado não só à própria aids, mas também às questões à volta, como homossexualidade, uso de drogas, prostituição, sexo fora do casamento, sexo na juventude, temas entre aspas meio malditos para certos grupos e que acabam criando uma inibição muito grande no ministério. Nos anos 1990 tivemos campanhas mais ousadas - aquela do Bráulio, por exemplo. Se comparar agora, não tem uma sequer.
Fala-se menos hoje em sexo do que se falava na década de 1990?
Efetivamente, um clima de pânico começa a vigorar neste país. Não se pode falar mais nada que venha a irritar a bancada evangélica no Congresso. E não são só os evangélicos. Há certos políticos que usam as religiões como forma de legitimar seus posicionamentos conservadores diante de certos temas, quando isso não tem nada a ver com religião. Veja a censura ao kit anti-homofobia, que tinha o aval da Unesco e da Unaids. Isso mostra qual é a política de saúde sexual para falar com os jovens.
O Ministério da Saúde incluiu neste pacote de ações uma campanha nacional para o combate à aids com o slogan "Para viver melhor, é preciso saber". Quer dialogar exatamente com os jovens, que têm se mostrado menos sensíveis aos riscos da doença. Acha que agora acertaram o foco?
De novo, temos que ver de que jovens estamos falando. Como o próprio ministério reconhece, a situação mais dramática é entre os jovens homossexuais. Mas, ao mesmo tempo que o ministério admite o crescimento agudo da doença nessa população, ela tem recebido muito pouca atenção em termos de programa de prevenção e de educação sexual. Um exemplo? A campanha de carnaval de 2012, que era destinada a eles e foi censurada. Ela mostrava dois meninos jovens conversando, numa sugestão de paquera. Então vinha uma fadinha, como a de um desenho animado, e botava a camisinha na frente deles. Por pressão da bancada evangélica, o governo cedeu e essa campanha foi censurada depois de já ter sido lançada na quadra da escola de samba da Acadêmicos da Rocinha, na zona sul do Rio de Janeiro. Nessa cerimônia foram exibidos quatro vídeos, que seriam veiculados nas redes de TV nacionais, sendo três antes do Carnaval e um após.
Há quem atribua o não uso da camisinha pelos jovens de hoje ao fato de essa geração não ter vivido o início do enfrentamento da aids. Ela não viu artistas, esportistas nem parentes morrendo com a doença. Concorda com essa avaliação?
Não é uma coisa tão simples. Não basta saber que tem que usar preservativo, mas se tem acesso a ele, em que condições, o que está pensando sobre ele. As pessoas não usam ou deixam de usar camisinha simplesmente por razões racionais. Faltam mais campanhas específicas para essa população, principalmente nos níveis estadual e municipal. A educação sexual nas escolas também estancou. A gente não tem avançado na educação em geral - e aí a educação sexual também não avança.
Existe rejeição na comunidade gay em relação aos soropositivos homossexuais?
Sim, o estigma perpassa os grupos afetados. É resultado também da falta de campanhas dentro da própria comunidade. Há diferentes maneiras de reagir à presença da doença dentro dos LGBT. Nos grupos mais organizados de homossexuais masculinos, por exemplo, existe certa tensão sobre como incluir a aids nas pautas do movimento. Será que falar da doença reforçaria o estigma "aids igual homossexualidade"? Não há consenso sobre isso. De qualquer forma, esses grupos ainda não se apropriaram das novas perspectivas, dos novos métodos, até porque a agenda do movimento está muito orientada para o direito ao casamento igualitário, à adoção. A aids acaba ficando um pouco atrás. Por outro lado, é interessante ver que as lésbicas pressionam o Ministério da Saúde para receberem mais informações e prevenção ao HIV-aids, ainda que, epidemiologicamente, a aids não seja algo tão expressivo entre mulheres que fazem sexo com mulheres. Já no caso das travestis, outra das letras do LGBT, a situação é muito grave. Se é difícil para uma pessoa não travesti ter acesso à rede pública de tratamento, imagine para uma travesti.
A proposta de oferecer o medicamento a soropositivos que não desenvolveram a doença poderia sobrecarregá-los com efeitos colaterais?
Concordo com a proposta de não esperar os sintomas, desde que o soropositivo seja informado dos benefícios que esse tratamento precoce pode trazer, assim como dos efeitos colaterais e efeitos adversos, que aliás não são a mesma coisa.
Qual a diferença?
Os adversos são os efeitos ruins, como enjoo, intolerância ao medicamento, um problema estomacal e intestinal ou coisa assim. Um efeito colateral pode ser sentir-se mais doente porque está tomando um medicamento. Mas um efeito colateral também pode ser um efeito bom. Ter menos potencial de transmissão de HIV para outra pessoa, por exemplo, traz benefício para a sexualidade do outro e para o soropositivo. Ele vai se sentir mais tranquilo. Muito soropositivo para de transar, mesmo que se previna, porque não aguenta a pressão de se achar um vírus ambulante, uma bomba viral que pode infectar de qualquer jeito. Uma informação mais completa sobre todos os efeitos clínicos pode inclusive estimular uma adesão maior ao tratamento.
Você é a favor de criminalizar quem possa vir a passar o vírus para alguém?
Não. Saúde pública, quando tratada como lei criminal, tal qual o aborto e as drogas, não dá certo. Reforça o preconceito, afasta as pessoas da ajuda, do sistema de saúde, aumenta a possibilidade de violação dos direitos humanos. Vai ficar muito difícil erradicar a epidemia porque tu vai ter pessoas cada vez mais buscando se esconder. Elas se sentirão potenciais criminosos, e gente perigosa tem que andar clandestina. Não vai ajudar em nada.
Ainda vigora o barebacking (sexo desafiador sem o uso de camisinha)?
Ele é muito mais evidente nos Estados Unidos, embora o nome tenha chegado ao Brasil. Tem gente por aqui inclusive dizendo: "Transei sem camisinha duas vezes neste ano, fiz barebacking". Não é barebacking. Barebacking não pode ser confundido com um fenômeno de sexo desprotegido. Ele é um posicionamento quase que crítico frente às questões de prevenção. São grupos que resolveram desafiar o discurso da camisinha adotando não só o sexo desprotegido, mas outras práticas, como sexo mais orgiástico, com certos rituais. É um posicionamento ético, político, quase filosófico.
O que acha de o teste de HIV vir a ser vendido em farmácias? As pessoas aguentariam a notícia de um resultado positivo?
Imagino que aguentariam, assim como outras pessoas aguentam o tranco quando vão a um laboratório privado, fazem o teste e recebem o resultado pelo balcão ou pela internet. Se elas se jogam embaixo de um carro? Acho que não, senão teríamos mais notícias de suicídio. Se ficam deprimidas, a gente não sabe, mas as pessoas têm certa curiosidade em relação a isso e não querem ir ao SUS justamente pela inoperância e pela dificuldade que é. Agora, seria muito importante que o teste de farmácia informasse sobre como a pessoa pode recorrer para ter amparo, acolhimento e solução de dúvidas diante de um teste positivo. Algo como: procure o telefone tal, leve seu resultado para o endereço tal, que você será referenciado a um serviço de saúde especializado para exames complementares. Tem que ter.
O Rio Grande do Sul estaria vivendo uma epidemia de aids. A que se deveria a predominância de casos nesse Estado?
Tenho acompanhado algumas discussões sobre o Estado. Dos 20 municípios brasileiros mais afetados pelo HIV, 15 estão no Rio Grande do Sul, em especial na região metropolitana de Porto Alegre. Ainda aguardamos dados analíticos sobre essa incidência tão alta, mas temos algumas hipóteses. O Estado, durante a gestão da governadora Yeda Crusius, investiu muito poucos recursos na saúde, o que implicou um sério desmantelamento de programas de prevenção tanto governamentais quanto não governamentais. Também havia uma rede que atuava muito ostensivamente na prevenção em locais de encontro sexual e, em especial, de encontro homossexual, além de programas bem estruturados para a redução de danos. Mas, da metade da década passada para cá, esses grupos vêm fechando as portas, pararam por falta de apoio com o trabalho de prevenção.
Acredita que algum candidato nas próximas eleições toque na questão da aids e nos motivos que levam à sua disseminação?
Os candidatos podem até falar sobre aids, mas duvido muito que tratem dos temas quentes: a sexualidade, a prostituição, uma menção mais liberal ao uso de drogas. Principalmente os candidatos mais majoritários, mais centrais, não vão mexer nessa casa. Mesmo porque, voltando ao avanço conservador nas atitudes e valores, esse contexto não é uma coisa exclusiva do Brasil. A França, por exemplo, tem esse movimento forte contra a prostituição. Acho que os candidatos vão, sim, se dizer a favor da igualdade, vão falar de direitos humanos. Mas não vão tocar no nervo.
 

quinta-feira, 21 de novembro de 2013

Qual é função da mídia no Brasil ?


Ativismo Social

Talvez o primeiro passo para entendermos o que nos cerca, mais próximo da realidade, é nos aprofundando na função da mídia grande tem para produzir cultura e controle social, uma espécie de igreja da era feudal.
No Brasil, com os intensos monopólios das notícias, isso pode ser considerado ainda mais verdadeiro. Pense na função social e produção de cultura de uma novela, que valores ela reproduz, divulga e dissemina...e que com certeza influencia a mente de quem a assiste...
E aí, observe como pode o maior canal de TV no seu horários de maior audiência, se resumi a cinco novelas e um telejornal?
Alguma coisa tá errada (ou certa)...

domingo, 17 de novembro de 2013

Assustaram os donos do poder...

'Assustaram os donos do poder, e isso foi ótimo', diz o sociólogo Chico de Oliveira.'


RICARDO MENDONÇA
DE SÃO PAULO

Socialista inveterado, acadêmico prestigiado, parceiro rompido de Fernando Henrique Cardoso e Luiz Inácio Lula da Silva, o sociólogo Francisco de Oliveira completou 80 anos quinta-feira passada (dia 7) sem demonstrar qualquer sinal de afrouxamento da energia crítica.
Em entrevista realizada no seu apartamento no bairro da Lapa, em São Paulo, ele falou com entusiasmo dos protestos de junho ("a sociedade mostrou que é capaz ainda de se revoltar") e, sem rodeios, criticou as principais figuras do atual cenário político.
A presidente Dilma Rousseff é uma "personagem trágica" que deu uma "resposta idiota" às manifestações. Lula "está fazendo um serviço sujo" ao atuar como apaziguador de tensões sociais. Marina Silva é uma "freira trotiskista" adepta de um "ambientalismo démodé". O Bolsa Família, "uma declaração de fracasso". E por aí vai.
O sociólogo não tem receio de expor suas ideias "revolucionárias". Uma delas é separar o Brasil como forma de resolver a questão indígena: "Há um Estado indígena [...] Ninguém tem coragem de dizer isso. Então todo mundo quer integrar", afirma.
Fabio Braga/Folhapress
O sociólogo Francisco de Oliveira
O sociólogo Francisco de Oliveira
*
Folha - Oitenta anos. Que tal?
Chico de Oliveira - Oscar Niemeyer disse que a velhice é uma merda. Eu não sou tão radical. Mas ela não tem essas bondades que geralmente se diz. A história de que o sujeito ganha em sabedoria é uma farsa. Não é bom envelhecer.

O senhor está bem, está lendo, fazendo críticas.
Só aparentemente. Eu tomo dez remédios por dia. Entre insulina para diabetes, remédio para hipertensão... Não é nada bom. As pessoas sábias deveriam morrer cedo (risos).

Antigamente era assim. Esse negócio de longevidade é uma novidade, né?
É, a longevidade é uma coisa recente mesmo. Não é façanha sua. É da economia, basicamente. É a economia que te leva até os 80 anos. São as condições de vida que mudam, você não precisa de trabalho pesado. Quem condiciona tudo é o trabalho. E, evidentemente, gente da minha classe social está apta a aproveitar essas benesses do desenvolvimento capitalista. Mas pessoalmente não é agradável. Só que não existe solução. Você vai se matar para poder não cumprir os desígnios de sua classe social?

O senhor se surpreende aos 80. Em junho, milhares de brasileiros foram às ruas protestar. E o senhor disse que era tudo inédito e surpreendente. Na sua avaliação, qual é o saldo?
É bom não fazer uma cobrança positivista do tipo "o que é que deu aquilo?". Deu algum resultado, a tarifa de ônibus baixou. Mas deu uma coisa ótima. O ótimo é que a sociedade mostrou que é capaz ainda de se revoltar, é capaz de ir para a rua. Isso é ótimo. Não precisa resultados palpáveis. O que é bom em si mesmo foi o fato de a população, alguns setores sociais, se manifestarem. Assustarem os donos do poder, e isso foi ótimo. Isso é que é importante. Esse objetivo foi cumprido. Eu falava que era inédito porque a sociedade brasileira é muito pacata. A violência é só pessoal, privada, o que é um horror. Quando vai para a violência pública, as coisas melhoram. Esse é o resultado que nos interessa: um estado de ânimo da população que assuste os donos do poder.

Assustou mesmo?
Assustou. Porque era uma coisa realmente inédita, com setores sociais que geralmente dizem que são conformistas, parte da juventude. Esse tipo de manifestação mostrou que não é assim. Isso é bom para a sociedade. Não é bom para os donos do poder. Mas são eles, exatamente, que a gente deve assustar. Se puder, mais do que assustar, derrubá-los do poder. Não acho que essas manifestações tenham esse caráter, essa forma. Mas regozijo-me porque foi manifestado o não conformismo.

O senhor disse que sociedade brasileira é muito pacata. Por que tem essa característica e qual é a melhor explicação?
É um complexo de fatores, não é fácil definir. Quem fala sobre isso geralmente aponta as raízes escravistas. Uma sociedade que não faz muito tempo, faz 100 anos, libertou-se do escravismo. Isso deu lugar a uma sociedade que apanha, mas não reage. Quem melhor estudou isso foi Gilberto Freyre. Ele estudou isso, do ponto de vista saudosista, mas é quem mais foi fundo nessa espécie de conformismo na sociedade. Embora a interpretação de Sérgio Buarque [de Holanda] também seja boa, a sociedade que se conforma. Para ele, é o homem cordial. Gilberto tem outro "approach", ele vai para a cultura. Cultura não no sentido de quem carrega livro, mas na forma pela qual a sociedade se construiu e se reconhece nela. É basicamente a ideia da casa grande. A casa grande é uma formação conformista. Tem uma violência que explode a cada momento. E tem um senhor de escravo que é compadre de escravo. É uma formação muito complexa. Muito interessante para um sociólogo estudar, mas muito pesada para quem sofre os efeitos dessa cultura brasileira. Que não é a portuguesa exatamente, não é a indígena. É um mix de várias fontes. Não tivemos nenhuma grande revolução violenta. A que o Brasil comemora sempre, que é a de 1930, não teve nada de especialmente violenta. Teve os gaúchos saindo do sul, [Getulio] Vargas a frente. Na verdade enfrentaram uns paulistas aí, mas terminou tudo em pizza (risos). Isso marca muito a sociedade brasileira. Esse conformismo que só explode em violência privada, o sujeito que morre de facada. Você liga a televisão e vê: todo dia tem uma tragédia dessa.

Se sempre foi assim, o que desencadeou em junho?
Não foi sempre assim, claro. Isso é o meu jeito de falar. Havia violência, muita violência, mas não era uma violência que se tornava pública porque era uma violência de escravos e isso sempre foi abafado. Hoje é uma sociedade urbana, extremamente violenta e que só explode em violência privada. Sobre violência pública, não temos muito o que contar. Nesse quesito, o Brasil perde de longe para qualquer outra revolução. A revolução mexicana, por exemplo, foi uma coisa espantosa. Espantou o mundo tudo. No Brasil, não. A cubana também.

Bom, da cubana tem gente com medo até hoje por aqui.
Ah, é (risos). Fidel, que não teve jeito de prosseguir com aquela revolução, está aí. Está envelhecendo à sombra dela. Mas o Brasil é isso. Não dá para lamentar propriamente. Ninguém ama a violência. Mas isso influi muito no caráter, na formação da sociedade. Eu não tenho mais, mas toda casa brasileira tem uma empregada doméstica. A empregada doméstica é um ser em definição. Ela não é pública nem privada. Algum progresso se deu pelo fato de que elas agora pedem carteira assinada. Isso parece nada, mas é muita coisa. Mas, em geral, isso leva a uma situação acomodatícia, uma relação de compadre com a comadre. Isso molda a sociedade em geral.

Está na arquitetura brasileira, o quarto de empregada na lavanderia. Existe algo assim em algum outro país?
Não tenho notícia de nenhum outro lugar. Isso [o quarto de empregada] tem um nome científico: edícula (risos). Temos quarto para empregada, né? É realmente fantástico... Nas sociedades que eu conheço, não é assim. Na Europa pode ter tido um período, mas hoje não existe. Nos Estados Unidos, tão pouco. O Brasil é muito especial. Criou uma forma de convivência, um processo com muita força que se reproduz mesmo nas sociedades urbanas.

O senhor acha que os governantes ficaram com medo de verdade?
Não. Ainda não. Mas deu um susto. Teve. Os jornais repercutiram de forma bastante conservadora, né? Mas deu um susto.

Aí a presidente Dilma Rousseff lançou na sequência aquela ideia de Assembleia Constituinte para a reforma política. O que achou da resposta?
Eu achei idiota. Não gostaria de fazer uma avaliação precipitada do governo Dilma para não dar força à direita que está em cima dela o tempo todo. Mas é uma resposta idiota. Ninguém resolve o problema assim com reforma da Constituição. Ela seria importante para encaminhar os novos conflitos. A Constituição deveria ser o que molda as relações no Brasil. Não é. Ninguém dá bola para a Constituição.

O que teria sido uma resposta adequada?
Seria reconhecer que o país está atravessando uma zona de extrema turbulência devido ao crescimento econômico. Não é que o caráter do povo é violento. Isso é uma bobagem. Não é que uma reforma política vai resolver os problemas da violência pública. Isso é outra bobagem. Ela teria que reconhecer o Brasil está atravessando um período de extrema turbulência porque o crescimento econômico é que cria a turbulência, não é o contrário. Todo mundo pensa que o crescimento apazígua  Não é verdade. O crescimento exalta forças que não existiam, o capitalismo é um sistema econômico violentíssimo. Os EUA, que são o paradigma do capitalismo, são uma sociedade extremamente violenta, tanto pública quanto privada. O Brasil vive uma espécie de adormecimento devido a essa cultura que eu estava comentando. De repente, o tipo de crescimento econômico violento e tenso em pouco tempo quebra todas as amarras, e a violência vai para rua.

Mas a presidente Dilma é criticada pelo baixo crescimento, é criticada porque o país não cresce.
Não é verdade. O país está crescendo de forma violentíssima nos últimos 20 anos. Numa perspectiva mais de longo prazo, desde Fernando Henrique, passando por Lula e agora Dilma. Além de quê é um crescimento econômico diferenciado. Não dá mais para crescer no campo. Agora o crescimento é na cidade. E na cidade gera relações público-privadas diferentes. Se o Estado não tem políticas para tal, é melhor ficar calado do que dizer besteira. Reforma da Constituição. E daí? O que a reforma da Constituição faz? Para o que passou, não tem efeito nenhum.

Parte das manifestações dizem muito respeito às polícias estaduais. O que o senhor acho do papel dos governadores?
Esse [Geraldo] Alckmin é uma coisa... Todo mundo pensa que o crescimento econômico influi na política de forma positiva. Isso é uma ilusão. O Alckmin é bem o representante dessa política. Um ser anódino. Já chamaram ele de picolé de chuchu. O José Simão [inventor do apelido] talvez seja o melhor sociólogo brasileiro. Ele de fato não desperta paixões nem ódio. Em geral é assim. Não tem nenhum governador que inspire empolgação, esperança de que um dia desse casulo nasça uma espécie de borboleta bonita. Nenhum deles. Mesmo o Tarso Genro, do Rio Grande do Sul, que é um tipo mais educado. Vai para o governo e se amolda. O Alckmin: pelo jeito a população aprova esse estilo anódino, que não diz nada com nada. Isso é ruim, viu? Ruim porque é o Estado mais importante da Federação, o que poderia dar uma chacoalhada nesse sistema. Mas não dá. E tudo muito conformado. E a imprensa tem um papel horroroso: o que for conformismo, ela exalta; o que for rebeldia, ela condena. Daí que o viés conservador no olhar sobre essas manifestações é a tônica. Ninguém vê nisso um processo de libertação da sociedade. Todo mundo quer a passividade. Eu saúdo essas manifestações como uma amostra de que a sociedade pode e deve manifestar-se sempre que as condições de sua existência sejam tão iníquas como são hoje.

Que avaliação o senhor faz do movimento "black bloc"?
Faço uma boa avaliação. Se eles se constituem como novos sujeitos da ação social, é para saudar. Vamos ver se, com a ajuda deles, a gente chacoalha essa sociedade que é conformista. Parece que tudo no Brasil vai bem. Não é verdade. Vai tudo mal. Porque o Estado não age no sentido de antecipar-se à sociedade que está mudando rapidamente. Você tem uma sociedade como a brasileira em que a questão operária tornou-se central. E aí vem o Lula e ele está fazendo um trabalho sujo, que é aquietar aquilo que é revolta. Essa sociedade não aguenta esse tranco.

Trabalho sujo?
Ah, tá. A questão operária tem a capacidade de transformar o Brasil e ele está acomodando. De certa forma, está matando a rebeldia que é intrínseca a esse movimento. Rebeldia não quer dizer violência, sair para a rua para quebrar coisa. Rebeldia é um comportamento crítico.

Onde o senhor vê isso no Lula?
Em tudo. Lula é um conservador, ele nunca quis ser personagem desse movimento [operário]. Ele foi contra a vontade dele. Mas ele, no fundo, é um conservador. Ele age como. Na Presidência, atuou como conservador. Pôs Dilma como uma expressão conservadora. Porque você não vende uma personalidade pública como gerente. Gerente é o antípoda da rebeldia. Ele vendeu a Dilma como gerente. Uma gerentona que sabe administrar. É péssimo. O Brasil não precisa de gerentes. Precisa de políticos que tenham capacidade de expressar essa transformação e dar um passo a frente. Ele empurrou a Dilma goela abaixo. Não se pode nem ter uma avaliação mais séria dela, pois ele não deixa ela governar. Atrapalha ela, se mete, inventa que ele é o interlocutor. Aí não dá. E ela não pode nem reclamar. É uma cria dele, né?

O sociólogo português Boaventura de Sousa Santos disse que Dilma tem insensibilidade social. Citou problemas com movimentos sociais, indígenas, camponeses, meio ambiente. O senhor concorda?
Eu não diria com essa ênfase. O Boaventura, eu conheço bem, um sociólogo importante. Essa ênfase na questão camponesa... O Brasil não tem camponês. Isso é um equívoco teórico que vem do fato de a gente analisar o desenvolvimento capitalista brasileiro nos moldes europeus. Não é assim. Aqui nunca teve campesinato, nem terá. Porque, basicamente, aqui teve uma propriedade extremamente concentrada do escravismo. Isso se projetou depois numa economia capitalista. O que tem é uma questão urbana grave, pesada, que é preciso resolver. Não tem questão camponesa, isso é uma celebração do passado.

Mas problema indígena tem.
Indígena é um problema. Porque a sociedade só sabe tratar indígena absorvendo e descaracterizando. Para tratar dessa questão é preciso, na verdade, de uma revolução de alto nível. Qual é essa revolução de alto nível? É reconhecer que há um Estado indígena.

Estado indígena?
É. A real solução. Há um Estado indígena. E o Estado capitalista no Brasil não pode tratar essa questão, não sabe tratar essa questão. Ele só sabe tratar indígena atropelando, matando, trazendo para dentro da chamada civilização. Os irmãos Vilas-Boas são os arautos dessa solução. Eles são ótimos, mas a visão deles estava equivocada. A real solução é de uma gravidade que a gente nem pode propor. Trata-se de um Estado indígena. Separa. Separa. E nada de integrar. Deixa. Ajuda até eles a proporem suas próprias... Ninguém tem coragem de dizer isso no Brasil. Então todo mundo quer integrar. Para integrar, você machuca, você mata, você dissolve as formações indígenas. Já a questão camponesa é falsa. O que existe é um assalariado agrícola pesado que sofre os efeitos de um desenvolvimento acelerado. O Estado do Mato Grosso era uma reserva antigamente. Hoje você passa lá e só não tem mato. É grosso, mas sem mato.

E o tema do meio ambiente? Sensibiliza o senhor?
Eu não acredito que o meio ambiente seja uma forma de fazer política. A Marina Silva está aí lançada. Ela não tem nada a dizer sobre o capitalismo? Será? Será que a política ambiental é ruim? Ou é o capitalismo que é ruim? Ela não diz nada disso. Então, para mim a Marina Silva é uma freira trotskista (risos). Cheia de revolução sem botar o pé no chão. Ela juntou com o Eduardo Campos, uma jogada política importante. Mas nenhum deles tem proposta nenhuma. A Marina fica com esse ambientalismo démodé, não diz o que quer. Criticar a política de meio ambiente é fácil. Quero ver ela criticar o sistema capitalista nas formas em que ele está se reproduzindo no Brasil. Aí é botar o dedo na ferida. Mas ambientalismo...

O senhor disse que a política da Dilma é conservadora. O senhor diria que ela é de direita?
Não, não diria. Ela é um personagem difícil, coitada. Ela é uma personagem trágica. Porque ela não pode fazer o que ela se proporia a fazer. Ela tem uma história revolucionária. Mas ela não pode fazer isso porque ela está lá porque Lula a colocou. E Lula não é um revolucionário. Ao contrário, ele é um antirrevolucionário. Ele não quer soluções de transformação, ele quer soluções de apaziguamento. E ela está lá para fazer isso. Ela seria mais para o outro lado. Mas não teria força política para isso. Nem existe força social revolucionária. É preciso a gente combater os nossos próprios mitos. Então Dilma está sendo empurrada para a direita. Pelo Lula. Talvez, se as opções estivessem em suas mãos, Dilma faria uma política mais de esquerda no sentido amplo. Mas ela não foi eleita para isso. Nem tem força social capaz de impor essa mudança. A tragédia brasileira de hoje é que o Brasil precisa de uma revolução social, mas não tem forças revolucionárias. O campesinato não existe. O operariado não é revolucionário, é sócio do êxito capitalista no Brasil. Os principais fundos de pensão são todos eles, entre aspas, de propriedade dos trabalhadores. E todos eles atuam nas grandes empresas capitalistas. A burguesia nunca foi revolucionária. Florestan Fernandes deu xeque-mate quando tratou da revolução burguesa no Brasil. É o melhor livro de Florestan.

O que o senhor espera da eleição do ano que vem?
Mais do mesmo. Com nomes diferentes. Ninguém tem capital político para fazer diferente. Além do que, como dizia Telê Santana, em time que está ganhando não se mexe. Eles estão ganhando. Para fazer o projeto de país e sociedade que eles pensam, eles estão ganhando. Nós estamos perdendo. A esquerda está perdendo. Perdendo suas referências e sua força na sociedade. Então, do ponto de vista deles, eles estão ganhando.

E o que a esquerda pode fazer?
Nada. O Aécio Neves não disse a que veio. E não tem proposta nenhuma, na verdade. A dupla Marina-Campos também não tem proposta nenhuma. O ambientalismo... O que é exatamente? Nem ela diz, nem ela sabe. Ela sabe é ficar nesse floreio, que não resolve coisa nenhuma. A Dilma é o que você está vendo. Ela não faz política porque tem de fazer o projeto do Lula. E o projeto do Lula é isso, é conservador. Então é mais do mesmo. A resultante de tudo será um governo muito parecido com o atual: o pouco de virtude que esse governo tem e a carga de irresoluções que ele reproduz.

O que é o pouco de virtude?
O pouco de virtude é, talvez, dar um pouco mais de atenção à área social. Que eu não gosto, para falar a verdade, porque é um conformar-se em não resolver. O Bolsa Família é uma declaração de fracasso. Não é uma declaração de vitória. Para não morrer de fome, a gente vai dar uma comidinha. Eu não gosto disso. Eu sou socialista há 50 anos. Para mim, a gente tem de mudar. E mudar não é necessariamente por revolução violenta, pois está um pouco fora de moda. Mudar fundo. O Estado brasileiro é detentor das principais empresas capitalistas do país. Não são empresas de fazer favor. A Petrobras não faz favor a ninguém. Agora mesmo que a questão dela está repercutindo muito na imprensa, ela pode dizer "eu não estou aqui para fazer favor". Mas se puder fazer capitalismo e distribuir melhor a renda, essa é a tarefa dela. O Estado brasileiro é muito forte, ao contrário do que se passa na maioria dos países. O Estado nos EUA não é forte. Nem na Europa é mais. Foi [forte] na grande virada social-democrata, mas não é mais. No Brasil ainda é. Portanto é aproveitar isso e fazer uma transformação que vá na direção dos interesses populares. O Bolsa Família não é solução. Ele é uma espécie de conformismo: deixa como está para ver como fica; dá um pouquinho de comida para isso não virar revolta. Eu não gosto desse tipo de política. Acho o Bolsa Família uma política conservadora que atende uma dimensão da miséria popular, mas não tem promessa de transformação.

quarta-feira, 6 de novembro de 2013

GOVERNO TEM PRESSA PARA CONTROLAR A INTERNET - MARCO CIVIL DA INTERNET...


Agora imaginem depois da CENSURA DO MARCO CIVIL DA INTERNET.
A discussão foi levada à comissão - que é ligada à Organização dos Estados Americanos - pela ONG Artigo19, dedicada à defesa da liberdade de informação e de expressão. Caso não haja adequação da legislação brasileira aos tratados internacionais, a ONG pretende pedir a abertura de um processo contra o Brasil na Corte Interamericana de Direitos Humanos, que funciona em San José, na Costa Rica.
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http://www.estadao.com.br/noticias/impresso,brasil-e-denunciado-por-punir-criticas-a-politicos,1091279,0.htm

sábado, 31 de agosto de 2013

DECLARAÇÃO DO MINISTRO JOAQUIM BARBOSA...

INCRÍVEL E INACREDITÁVEL...
DECLARAÇÃO DO MINISTRO JOAQUIM BARBOSA
Ministro e futuro Presidente da Nação Brasileira
:

"Somos o único caso de democracia no mundo em que condenados por corrupção legislam contra os juízes que os condenaram.
Somos o único caso de democracia no mundo em que as decisões do Supremo Tribunal podem ser mudadas por condenados.
Somos o único caso de democracia no mundo em que deputados após condenados assumem cargos e afrontam o Judiciário.
Somos o único caso de democracia no mundo em que é possível que condenados façam seus habeas corpus, ou legislem para mudar a lei e serem libertos".

(Declaração do Ministro do STF, Joaquim Barbosa, sobre o projeto de submete à aprovação do Congresso as decisões do STF)...

sexta-feira, 2 de agosto de 2013

Vídeo da campanha do Casamento Civil Igualitário...

Argumentos contra o casamento igualitário são frágeis, diz Wagner Moura

Ao lado do rabino Nilton Bonder, o ator participou de vídeo da campanha do Casamento Civil Igualitário

“Os argumentos contra a igualdade são sempre frágeis porque sempre são manifestações de preconceito”. É com esse posicionamento claro que o ator Wagner Moura participa do mais novo vídeo da campanha do Casamento Civil Igualitário .
A iniciativa propõe que os casais gays tenham os mesmos direitos legais que as uniões heterossexuais, e que essa igualdade seja formalizada em nossa Constituição. Wagner participa do vídeo ao lado do rabino Nilton Bonder . Os dois discutem as questão: "A palavra casamento pertence à religião?".
CURTA A PÁGINA DO IGAY NO FACEBOOK 
 “Tem gente que diz ser contra o casamento civil entre pessoas do mesmo sexo porque a palavra ‘casamento’ pertenceria a religião. O que você acha?”, pergunta Wagner a Bonder no vídeo. Na resposta, o rabino deixa claro que deve haver uma separação entre Estado e Igreja, e que visões religiosas não podem ser usadas como justificativas para segregar os homossexuais dos direitos civis oriundos do casamento.
Veja o vídeo com Nilton Bonder e Wagner Moura: 

 


Líder importante da comunidade judáica, Bonder lembra que tanto homossexuais quanto os judeus foram perseguidos pelo regime nazista, durante a Segunda Guerra Mundial. Segundo o rabino, essa caraterística faz com que boa parte da comunidade dele seja solidária a essa luta do movimento LGBT.
“Acho incrível que essas pessoas com agendas tão cheias e com tanto prestígio, seja por sua carreira como ator, no caso do Wagner, seja por sua atuação religiosa, como o Nilton, possam disponibilizar seu tempo e prestígio para apoiar essa causa que é de todos e todas", ressaltou o deputado federal e colunista do iGay Jean Wyllys , um dos impulsionadores da campanha.

domingo, 21 de julho de 2013

Ricardo Boechat FALA O QUE É VANDALISMO

Ricardo Boechat FALA O QUE É VANDALISMO

FALOU TUDO, RICARDO BOECHAT FALA SOBRE AS MANIFESTAÇÕES
E DIZ REVOLTA NÃO É VANDALISMO.
GANHOU MEU RESPEITO, Ótimo comentário de desabafo! Ouvi diversas vezes e compartilhei com muitos que se interessam pelas manifestações! Compartilhe! Ajude que todos ouçam, finalmente, palavras sábias e sem manipulação...
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Não deixe de ver o vídeo, um dos comentários mais coerente sobre as manifestações.

sábado, 29 de junho de 2013

"PICARETAGEM DOS POLÍTICOS EM JUAZEIRO DO NORTE"...

Não deixe de ver o vídeo "PICARETAGEM DOS POLÍTICOS EM JUAZEIRO DO NORTE". Vc vai entender o pq do massacre contra a Educação e o pq de quererem manter o povo sem os mestres que estimulam o pensamento crítico.
http://youtu.be/Dp4BxxS2kJU

quinta-feira, 20 de junho de 2013

O ministro Gilberto Carvalho, diz que não entende as razões das manifestações de protesto de ontem...

 
O ministro Gilberto Carvalho, após reunião de governo, deu entrevista dizendo que não entende as razões das manifestações de protesto de ontem. O Jô Soares mais tarde se encarregou de explicar centavo por centavo as razões do surto da Galera. Será que agora perceberão !!!

JÔ Explica....


Pra quem não entendeu ainda: os vinte centavos, um por um:

00,01 - a corrupção
00,02 - a impunidade
00,03 - a violência urbana
00,04 - a ameaça da volta da inflação
00,05 - a quantidade de impostos que pagamos sem ter nada em troca
00,06 - o baixo salário dos professores e médicos do estado
00,07 - o alto salário dos políticos
00,08 - a falta de uma oposição ao governo
00,09 - a falta de vergonha na cara dos governantes
00,10 - as nossas escolas e a falta de educação
00,11 - os nossos hospitais e a falta de um sistema de saúde digno
00,12 - as nossas estradas e a ineficiência do transporte público
00,13 - a prática da troca de votos por cargos públicos nos centros de poder que causa distorções
00,14 - a troca de votos da população menos esclarecida por pequenas melhorias públicas (pagas com dinheiro público) que coloca sempre os mesmos nomes no poder
00,15 - políticos condenados pela justiça ainda na ativa
00,16 - os mensaleiros terem sido julgados, condenados e ainda estarem livres
00,17 - partidos que parecem quadrilhas
00,18 - o preço dos estádios para a copa do mundo, o superfaturamento e a má qualidade das obras públicas
00,19 - a mídia tendenciosa e vendida
00,20 - a percepção que não somos representados pelos nossos governantes

Se precisarem tenho outros vinte centavos aqui, é só pedir.

quarta-feira, 5 de junho de 2013

Ricardo Boechat de um jeito que você nunca viu...

Acabou a espera! Ricardo Boechat no Pato com Laranja! Sem papas na língua, Boechat fala de imprensa, política, corrupção e solta o verbo em muitos políticos. Uma entrevista que deve ser vista e revista por todos os brasileiros. Imperdível !!!

quinta-feira, 18 de abril de 2013

Rodrigo Faro afirma ser a favor do casamento gay...

Pai de três lindas filhas, marido da ex-modelo Vera Viel, maior apresentador da Record e um dos maiores da TV brasileira, Rodrigo Faro revela com exclusividade ao NLucon que é a favor do casamento entre pessoas do mesmo sexo. 

De acordo com o comunicador, é preciso acabar com o falso moralismo e se posicionar a favor da felicidade da comunidade LGBT e da união gay.

“Sou totalmente a favor do casamento gay, claro! O que vale é a felicidade, é encontrar o amor da sua vida, seja ele homem ou mulher, é independente. A gente tem que acabar com esse preconceito idiota, com a homofobia e principalmente com o falso moralismo”.

Faro afirma que muitas pessoas afirmam ser gay-friendly e não ter preconceito, mas revelam suas verdadeiras opiniões em pequenas situações do cotidiano. Para ele, quem diz que não tem preconceito, deve realmente ser a favor do direito LGBT.

“Tem gente que fala que é legal o gay, é legal o gay, mas se choca ao ver um beijo gay na rua, na televisão, ou quando vê alguém com comportamento gay. Acho que as pessoas devem assumir uma postura, sem o falso moralismo, de verdade”. 

Vale lembrar que em 1999 Rodrigo foi capa da revista de reportagens Sui Generis, um marco na história GLS. Nela, ele afirmou que não tem preconceito e reconheceu que artistas homossexuais seriam mais felizes se saíssem do armário.

Em seu programa, o Melhor do Brasil, ele não se intimida em se vestir de Lady Gaga, Beyoncé, Jennifer Lopez e outras divas. E, na capa da revista TPM, já usou uma meia-calça, mostrando ser contra os machismos e conservadorismos. 

Sendo assim, Rodrigo prova ser mais que um belo exemplo de homem HÉTERO  bem resolvido. Ele prova ser um cidadão consciente do seu papel e dos malefícios do preconceito. 

Que existam outros Rodrigos...

Fonte: http://nlucon.blogspot.com.br/2013/04/rodrigo-faro-diz-ser-a-favor-do-casamento-gay.html

sexta-feira, 8 de março de 2013

Xuxa se revolta contra Marco Feliciano...

Xuxa se revolta contra Marco Feliciano. A apresentadora partiu em defesa de negros, aidéticos, homossexuais e crianças. http://bit.ly/X3zDLB
BOA XUXA!
Eis aí um exemplo que a gente tem de ter jogo de cintura quando algum simpatizante, sobretudo vip, comete algum erro politicamente correto, como chamar pessoa com aids de aidético. Escrevam pra xuxa corrigindo, mas valeu sua intenção e não devem jogar pedras pelo equívoco. Não li que o pastor infeliciano disse que tais minorias não tinham alma, mas que as condena sim ao fogo do inferno! 
Boa, Xuxa. Ainda mais você, que sempre foi estigmatizada por essa gente, lute também!

MEU DEUS !!!eu tava lendo agora sobre esse "pastor"....que DEUS nos ajude. Gente !!!! socorro ! Vamos fazer alguma coisa! esse "deputado disse que negros, aidéticos e homosexuais não tem alma. existem crianças com AIDS. Para este senhor elas não tem alma??????
O que é isso meu povo ?
E hj tá nos jornais que ele ainda , durante uma pregação, disse a um fiel , que "doou o cartão , mas não a senha . Aí não vale.Depois vai pedir milagre para Deus . Deus não vai dar e vai dizer que Deus é ruim "!!!!!!!!!
Todo mundo sabe o quanto eu respeito todas as religiões , mas esse homem não é um religioso, é um monstro .Em nome de DEUS ele não pode ter poder ....
Religiosos ( padres, pastores, evangélicos) todos os religiosos todos sabem que o que ele fala e "prega" está errado, como vamos nos proteger deste tipo de pessoa .
Esta pessoa não pode ser presidente da comissão de direitos humanos. Ele não pode ter este espaço para usar, pisar e denegriro ser humnano...esse é o direito de nós, humanos nos protegermos desse tipo de pessoa .

quarta-feira, 6 de março de 2013

PT... CENA EXPLÍCITA DE PURA COVARDIA!!!

Cena covarde

REPASSANDO, COMO RECEBI. QUE VERGONHA ESTE PAÍS. O CULPADO É REALMENTE A EDUCAÇÃO DESTE POVO.
Vereador José Rainha do PT - cena covarde. A Reporter toma tapão na cara. Esta cena não saiu em nenhum jornal, rádio ou canal de TV.
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"ISSO UM É O VAGABUNDO, COVARDE E SEM HONRA... QUE DEVERIA SER COLOCADO EM UMA SOLITÁRIA E PRESO IMEDIATAMENTE... CANALHA DA PIOR ESPÉCIE SÓ BATE EM MULHER E COM SEGURANÇAS DO LADO... MÁFIOSO ORDINÁRIO, VEM AQUI BATE NUM DO SEU TAMANHO... NA MINHA DELEGACIA VOCÊ IA PONTAPÉS PARA CHILINDRÓ NO ATO!!!"...







quinta-feira, 28 de fevereiro de 2013

PLAYBOIS TENTAM AGREDIR TRAVESTI E ACABAM APANHANDO... (sabe bixa?)

 
 PLAYBOIS TENTAM AGREDIR TRAVESTI E ACABAM APANHANDO...

Sete filhinhos de papai deram entrada hoje de madrugada no HGE após levar uma surra de Natasha Britney Robert,na porta de uma casa de show em Maceió.
Britney disse que eles começaram a zoar da cara dela e tentaram agredi-la. “Como treinei jiu jitsu e muay thai por mais de 10 anos e aprendi que tenho o direito de me defender,não pensei duas vezes e rodei a vuadora neles, sabe bixa?”, informou Natasha ao Repórter do Resenha Notícias.
Os médicos disseram que por enquanto não é recomendável retirá-los da linha vermelha do hospital,onde seguem internados em estado grave.


Foto: Natasha Britney Robert faz pose na Central de Polícia.

Documentário: "Os tabus sociais na percepção de gêneros e papéis sexuais" ...


Documentário se propõe a discutir a questão do gêneros sexual sobre inúmeras perspectivas e desmistificar tabus existentes sobre o assunto.
O documentário está estruturado em 3 blocos: psicologia - filosofia - direito.

Dirigido e produzido por Júlia Balthazar

sexta-feira, 8 de fevereiro de 2013

VALE APENA ASSISTIR... MORRIR DE RIR... PURA CHACOTA!!!

VALE APENA ASSISTIR... MORRIR DE RIR... PURA CHACOTA!!!
Silas Malafaia Incompreendido? - De Frente com Gabi 

Publicado em 07/02/2013
Leia até o final:
A nossa maravilhosa GabiRola entrevista o polêmico Milas Salafaia, que revela coisas que até Deus duvida.
ATENÇÃO:
Não temos nada contra qualquer tipo de culto, crença ou religião, respeitamos a diferença acima de tudo, porém acreditamos no humor como ferramenta para a reflexão e mudança social. Não conhecemos o Pastor, respeitamos seu trabalho... mas adoramos tirar um sarro.

Vamos aprender...

Vamos aprender...
...para respeitar!

Minha Raça Humana

Minha Raça Humana

Quem é Baby Night ?

“Aprendi com meus erros, pois foi a partir deles que comecei a acertar”. Superei meus medos, pois é superando-os que se aprende o que é coragem. Procuro dá sempre o melhor de mim, para que o melhor para mim possa ser dado. Posso dizer que já sofri, já chorei, já perdi, já errei... Mas posso dizer com mais certeza ainda, que em todas estas situações eu aprendi o segredo da vitória. “Sou o reflexo de tudo em que acredito de tudo que posso ser capaz. Alguém que aprendeu que nunca se deve desistir e se por acaso chegar a desistir, nunca é tarde para começar de novo e fazer um novo fim de sua história... Amo sonhar e acreditar que todos os meus sonhos um dia se tornarão realidade. Amo amar e amo ser amado...”.Poucas horas ao lado de uma pessoa que posiciona palavras de maneira firme, poética, harmônica e que sabe usar cada uma delas no momento exato e no timbre ideal, é transcendental. Não se explica, apenas vive-se o momento. A essência de um homem é a única coisa que o move e que o aproxima de outra essência. A combinação entre as duas compõem o perfume ideal... É como fechar os olhos e viajar num vento ouvindo música tocada pelos anjos...

O preconceito é um ato covarde...

O preconceito é um ato covarde...
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